Ser homossexual é, no mínimo, ter que viver em condições que o mundo ainda não aceita.
Não são poucas as pessoas que acham a homossexualidade uma "safadeza". E gastam boa parte de suas vidas a combater a homossexualidade e por extensão os homossexuais, como se eles fossem os culpados pela imoralidade que existe no mundo. Via de regra, essas mesmas pessoas que se "alistam" nas cruzadas contra os homossexuais, não se indignam quanto às práticas pedófilas, à fome, à miséria, à corrupção, etc. que não são poucas e que ocorrem em todo o planeta.
Se uma adolescente de 15 ou 16 anos se insinua a um homem e ele não a "corresponde", a virilidade dele estará em xeque. É comum que o ato seja consumado. É claro que ele se defenderá dizendo que não a estava molestando. Numa inversão de valores, dirá que ela é a responsável por tudo, uma vez que ela o provocou. O que poderia se esperar? "Afinal de contas eu sou homem. Não resisto a alguém me excitando!" Pura hipocrisia. Um homem é capaz de controlar os seus instintos.
Na verdade, essa é a desculpa mais esfarrapada que um canalha pode dar. Em situação semelhante, em que, não uma adolescente, mas um homossexual adulto se insinue ao mesmo homem, é comum ter como reação o espancamento. E também comum será a desculpa aceita como se fosse normal: "Eu sou homem. O meu negócio é mulher, não é viado não!"
E mais comum ainda será o homossexual aceitar o espancamento como um comportamento normal entre duas pessoas adultas. E o que poderia ele fazer? Recorrer a instituições cuja maioria delas é dirigida por homens, héteros e machistas? Só lhe serviria para ser publicamente humilhado.
Afinal de contas, ser homossexual é ser diferente? Claro que é! Levando-se em consideração que a maioria das pessoas é heterossexual, a minoria é sempre vista como "diferente", o que não significa dizer que são uma aberração, pela forma como são tratados pela mesma sociedade que os diz com direitos iguais aos dos heterossexuais. São marginalizados pela mesma sociedade que em tese combate o preconceito e cria leis de repressão à homofobia.
O preconceito contra os homossexuais existe e é grande. Desde sempre os gays são destratados, para não dizer mal tratados. Têm mais dificuldade para conseguir um emprego e também - quando se toma conhecimento da sua orientação sexual - de mantê-lo. Exemplo disto são os milhares de casos de militares norte americanos que receberam suas baixas por se tomar conhecimento de que eram gays.
As amizades são muito duvidosas. Nem todo mundo quer ser visto como um amigo de homossexuais, por temer ser “confundido” e a sua orientação sexual ficar sob “suspeita”. Talvez por isso os homossexuais encontrem maior receptividade quanto à amizade no sexo oposto.
Por serem diferentes, por serem hostilizados exatamente por outros homossexuais, porém “enrustidos”, pessoas que não se aceitam verdadeiramente como são, e sentem a necessidade de combater os homossexuais assumidos.
Mas, a sociedade hipócrita, não combate nem faz chacota de Santos Dumont, Leonardo Da Vinci, Burle Marx, Elton John, Platão, Sócrates, etc. porque seria o mesmo que negar suas genialidades. Muitas vezes chegam a negar que essas pessoas foram homossexuais, numa atitude como a de quem quer proteger seus heróis de qualquer insulto, como se homossexual fosse insulto. Agem de forma inversa, atribuindo a homossexualidade a heterossexuais cujas personalidades apresentam desvios de conduta e rejeição geral, como Hitler.
Ser homossexual é, no mínimo, ter que viver em condições que o mundo ainda não aceita. Mas um homossexual é tão diferente quanto um canhoto, com a diferença de que o canhoto não é combatido pela sociedade, não perde empregos, não é espancado, não é tratado como um marginal.
Na Ópera do Malandro, Chico Buarque compôs, com maestria, Geni e o Zepelim que mostra a hipocrisia de toda uma comunidade que se vê dependendo de Geni para salvar toda a cidade atendendo ao capricho de um poderoso comandante que ameaçava tudo explodir. A maldade e hipocrisia, não seriam tão bem retratados se Geni não fosse um homossexual.
Joga pedra na Geni/ Joga bosta na Geni/ Ela é feita pra apanhar/Ela é boa de cuspir/ Ela dá pra qualquer um/ Maldita Geni.
Não são poucas as pessoas que acham a homossexualidade uma "safadeza". E gastam boa parte de suas vidas a combater a homossexualidade e por extensão os homossexuais, como se eles fossem os culpados pela imoralidade que existe no mundo. Via de regra, essas mesmas pessoas que se "alistam" nas cruzadas contra os homossexuais, não se indignam quanto às práticas pedófilas, à fome, à miséria, à corrupção, etc. que não são poucas e que ocorrem em todo o planeta.
Se uma adolescente de 15 ou 16 anos se insinua a um homem e ele não a "corresponde", a virilidade dele estará em xeque. É comum que o ato seja consumado. É claro que ele se defenderá dizendo que não a estava molestando. Numa inversão de valores, dirá que ela é a responsável por tudo, uma vez que ela o provocou. O que poderia se esperar? "Afinal de contas eu sou homem. Não resisto a alguém me excitando!" Pura hipocrisia. Um homem é capaz de controlar os seus instintos.
Na verdade, essa é a desculpa mais esfarrapada que um canalha pode dar. Em situação semelhante, em que, não uma adolescente, mas um homossexual adulto se insinue ao mesmo homem, é comum ter como reação o espancamento. E também comum será a desculpa aceita como se fosse normal: "Eu sou homem. O meu negócio é mulher, não é viado não!"
E mais comum ainda será o homossexual aceitar o espancamento como um comportamento normal entre duas pessoas adultas. E o que poderia ele fazer? Recorrer a instituições cuja maioria delas é dirigida por homens, héteros e machistas? Só lhe serviria para ser publicamente humilhado.
Afinal de contas, ser homossexual é ser diferente? Claro que é! Levando-se em consideração que a maioria das pessoas é heterossexual, a minoria é sempre vista como "diferente", o que não significa dizer que são uma aberração, pela forma como são tratados pela mesma sociedade que os diz com direitos iguais aos dos heterossexuais. São marginalizados pela mesma sociedade que em tese combate o preconceito e cria leis de repressão à homofobia.
O preconceito contra os homossexuais existe e é grande. Desde sempre os gays são destratados, para não dizer mal tratados. Têm mais dificuldade para conseguir um emprego e também - quando se toma conhecimento da sua orientação sexual - de mantê-lo. Exemplo disto são os milhares de casos de militares norte americanos que receberam suas baixas por se tomar conhecimento de que eram gays.
As amizades são muito duvidosas. Nem todo mundo quer ser visto como um amigo de homossexuais, por temer ser “confundido” e a sua orientação sexual ficar sob “suspeita”. Talvez por isso os homossexuais encontrem maior receptividade quanto à amizade no sexo oposto.
Por serem diferentes, por serem hostilizados exatamente por outros homossexuais, porém “enrustidos”, pessoas que não se aceitam verdadeiramente como são, e sentem a necessidade de combater os homossexuais assumidos.
Mas, a sociedade hipócrita, não combate nem faz chacota de Santos Dumont, Leonardo Da Vinci, Burle Marx, Elton John, Platão, Sócrates, etc. porque seria o mesmo que negar suas genialidades. Muitas vezes chegam a negar que essas pessoas foram homossexuais, numa atitude como a de quem quer proteger seus heróis de qualquer insulto, como se homossexual fosse insulto. Agem de forma inversa, atribuindo a homossexualidade a heterossexuais cujas personalidades apresentam desvios de conduta e rejeição geral, como Hitler.
Ser homossexual é, no mínimo, ter que viver em condições que o mundo ainda não aceita. Mas um homossexual é tão diferente quanto um canhoto, com a diferença de que o canhoto não é combatido pela sociedade, não perde empregos, não é espancado, não é tratado como um marginal.
Na Ópera do Malandro, Chico Buarque compôs, com maestria, Geni e o Zepelim que mostra a hipocrisia de toda uma comunidade que se vê dependendo de Geni para salvar toda a cidade atendendo ao capricho de um poderoso comandante que ameaçava tudo explodir. A maldade e hipocrisia, não seriam tão bem retratados se Geni não fosse um homossexual.
Joga pedra na Geni/ Joga bosta na Geni/ Ela é feita pra apanhar/Ela é boa de cuspir/ Ela dá pra qualquer um/ Maldita Geni.







6 comentários
Parabens Sergio!
Muito bom o blog, gostei.
enquanto à homosexualidade, existem pessoas que acreditam ser uma doença. O pior ainda é que muitos pensam que deve ser CURADA....
Excelente introdução à um assunto que poderia ser considerado batido se não fosse pelo “pequeno” inconveniente de que parece não se solucionar nunca.
A discriminação está aí, na ordem do dia, na rua, no trabalho, no lar, na escola, etc..
É muito triste que muitas pessoas ainda estejam se contorcendo com o fato de algumas pessoas amarem parceir@s do mesmo sexo, enquanto coisas realmente preocupantes estão acontecendo em todo lugar.
Gente preconceituosa: vão reciclar lixo e ajudar a salvar o ecossistema ou alguma coisa do tipo (útil)! Deixem os homossexuais amarem em paz, valeu?
OS - você que discrimina poderá eventualmente vier a se casar e ter um filh@ gay, já pensou? Vai jogar pedra nel@??
Muito bem abordado o tema 'preconceito'. Como mulher posso afirmar que ele existe e aponta o seu dedo indicador para as mulheres também, independente da orientação sexual.
Mulheres que são vítimas de agressão e recorrem a Lei Maria da Penha, só conseguem alguma vitória se o ex não for da classe alta, se for, invertem a situação, fazendo com que pareça que nós somos as vilãs, não importante as evidências nem de corpo delito.
Se precisamos dar queixa em uma delegacia por estupro, os profissionais que nos atendem, fazem parecer que fomos nós que provocamos.
Ainda há muito preconceito no mundo, as pessoas se esquecem que os sete palmos de terra esta reservado para todos, não importanto a orientação sexual, o sexo, a cor ou o credo. Somos todos da mesma espécie: a humana.
Ed, gostei muito do artigo, escrito com uma linguagem clara e facil de se entender.
Triste saber que essa hipocrisia vai existir sempre, infelismente.
Eró
A homossexualidade ainda é um assunto tabu na grande maioria das sociedades. Ela é tratada com cuidados especiais e falada à boca pequena, como qualquer assunto chocante, inconveniente aos ouvidos das crianças. É tratada como anti-natural, na minha opinião porque é confundida com a procriação. Os povos associam o relacionamento amoroso de dois homens ou duas mulheres à reprodução, impossível entre dois seres do mesmo sexo, e não ao seu relacionamento afectivo. Mas penso que, mesmo lentamente, as mentalidades estão a mudar. Cada vez mais as sociedades aceitam e reconhecem os homossexuais. Mas ainda há muito caminho a percorrer até as 'minorias' - homossexuais e muitas outras - serem naturalmente aceites.
Abraços
Luísa
Tive um amigo que assumiu sua homossexualidade aos 17 anos. Até aí ele apanhou muito de seus irmãos mais velhos que eram caminhoneiros. Depois disso ele passou a ser uma pessoa mais livre e feliz!
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