O comentário da Lilian França, me fez pensar no assunto... Mas as coisas são geralmente assim: nem sempre pensamos na essência da idéia que recebemos. Uma idéia nos leva a pensar em um assunto que puxa outro... A verdade é que me fizeram pensar sobre a mulher. E a pessoa que me fez pensar nesse assunto, demonstrava uma certa revolta, principalmente na questão da violência que o homem pratica contra a mulher. É verdade, ela citou casos de estupro, onde a mulher quase passa de vítima a réu quando resolve denunciar a violência.
No entanto eu quero falar num outro tipo de violência. Uma violência sutil e cotidiana, e exatamente por ser cotidiana, torna-se quase tão horrenda quanto um estupro: a violência praticada pelo homem contra a mulher. Cotidiana, silenciosa (às vezes), e o que é pior, tida por muitas (mulheres inclusive) como comportamento normal.
Desde que o mundo é mundo, a mulher é vista como uma "cuidadeira" de crianças, "tomadeira" de conta da família e "preparadeira" de comida da família. Uma vez que o homem, alega não levar jeito para cuidar de crianças, não saber preparar a comida, não saber limpar a casa direito, muito menos lavar a roupa ou passá-la, já que esses serviços precisam ser feitos, e sendo o homem fisicamente mais forte, a exploração da mulher pelo homem tornou-se comum e corriqueiramente se vê a mulher desenvolvendo as tarefas domésticas sozinhas, embora não esteja sozinha na casa. O curioso é que a humanidade vive hoje na "modernidade" e ainda vemos essas práticas tão comuns quanto há milhares de anos.
Muitas vezes a mulher tem um emprego onde cumpre a sua jornada de trabalho como qualquer outro trabalhador, mas quando chega em casa não escapa de cumprir mais uma jornada de trabalho, porque ali encontra filhos, marido, enfim, uma casa necessitando da sua atenção. E a mulher além do seu emprego, trabalha também cozinhando para o marido e as crianças, como se os filhos fossem só da mulher, porque o homem não tem (ou pelo menos não demonstra) tanta responsabilidade para com os próprios filhos.
Em uma família em que tanto o homem quanto a mulher trabalham fora de casa, quem toma conta das crianças quando voltam do trabalho? Quem prepara a comida? Se o horário laboral nos impede de comparar a questão da comida, pensemos quem cozinha nos finais de semana? Quem varre a casa, quem passsa e lava a roupa, mesmo hoje tendo-se a facilidade de uma máquina que lava e seca as roupas? Existem exceções, é claro, mas na maioria dos casos a mulher sofre esse tipo de exploração e até mesmo pior.
Muitas vezes a mulher além dessas explorações já citadas, chega a ser quase uma escrava sexual, onde acha-se que devem as mulheres ter a obrigação de dar prazer aos seus homens, mesmo não estando com vontade de fazer sexo. Em ocasiões como essas a mulher geralmente é obrigada a ceder e entregar-se totalmente ao seu homem. Em outras ocasiões, por motivos que nunca se justificarão, a mulher chega a ser espancada, o que já chega a ultrapassar o limite da exploração e do desrespeito.
No entanto a mulher sofre esses tipos de agressão, sejam físicas, verbais, mentais, morais, e o mundo não se dá conta disso. Até quando seguiremos calados diante da violência que sofre a mulher? Será que a maioria dos homens não reconhece o outro sexo como a versão feminina de si mesmo? Será que a maioria dos homens não reconhece a mulher como um ser humano tanto quanto eles mesmos?
A sociedade como um todo vê a mulher como um ser inferior. O Código Comercial Brasileiro - criado em 25 de junho de 1850 e substituído pelo Código Civil brasileiro promulgado em 10 de janeiro 2002 - dizia em seu artigo 4 que "As mulheres casadas maiores de 18 (dezoito) anos, com autorização de seus maridos para poderem comerciar em seu próprio nome, provada por escritura pública. As que se acharem separadas da coabitação dos maridos por sentença de divórcio perpétuo, não precisam da sua autorização." Podemos aceitar, com um certo incômodo, que em meados do século XIX se impusesse tal submissão à mulher, mas que apenas no século XXI tenha sido corrigido esse erro, é inaceitável.
O mundo ainda é - infelizmente - o mundo dos homens: sociedades com comportamento machistas com instituições igualmente machistas onde as melhores oportunidades - tanto de cargos quanto de salários - aparecem para os homens, demonstrando grande preconceito. E apesar de todo esse quadro desfavorável, a mulher vem conquistando o seu espaço. Ainda não vivemos de maneira igual no mundo dos dois sexos, e se por um lado reconhecemos que já avançou bastante, por outro temos que admitir que ainda falta muito por avançar.
Apesar de todo o preconceito, a mulher vem conquistando espaço na sociedade, uma sociedade machista. E quem detém algum tipo de poder, não o entrega por bondade. A mulher, vem hoje ocupando espaços de destaque, não porque o homem lhe cedeu esses lugares, mas vêm conquistando-os por seus próprios méritos.
Não se trata de ocuparem cargos que os desempenham tão bem que ninguém percebe que estão sendo desempenhados por mulheres. Esse pensamento é muito machista. Trata-se definitivamente de desempenharem suas funções com as características e realidades peculiares às mulheres, sem que essas características ou peculiaridades atrapalhem o seu desempenho. Essa tem sido a marca registrada das mulheres que estão avançando e ocupando seus espaços.
E de salto alto!
No entanto eu quero falar num outro tipo de violência. Uma violência sutil e cotidiana, e exatamente por ser cotidiana, torna-se quase tão horrenda quanto um estupro: a violência praticada pelo homem contra a mulher. Cotidiana, silenciosa (às vezes), e o que é pior, tida por muitas (mulheres inclusive) como comportamento normal.
Desde que o mundo é mundo, a mulher é vista como uma "cuidadeira" de crianças, "tomadeira" de conta da família e "preparadeira" de comida da família. Uma vez que o homem, alega não levar jeito para cuidar de crianças, não saber preparar a comida, não saber limpar a casa direito, muito menos lavar a roupa ou passá-la, já que esses serviços precisam ser feitos, e sendo o homem fisicamente mais forte, a exploração da mulher pelo homem tornou-se comum e corriqueiramente se vê a mulher desenvolvendo as tarefas domésticas sozinhas, embora não esteja sozinha na casa. O curioso é que a humanidade vive hoje na "modernidade" e ainda vemos essas práticas tão comuns quanto há milhares de anos.
Muitas vezes a mulher tem um emprego onde cumpre a sua jornada de trabalho como qualquer outro trabalhador, mas quando chega em casa não escapa de cumprir mais uma jornada de trabalho, porque ali encontra filhos, marido, enfim, uma casa necessitando da sua atenção. E a mulher além do seu emprego, trabalha também cozinhando para o marido e as crianças, como se os filhos fossem só da mulher, porque o homem não tem (ou pelo menos não demonstra) tanta responsabilidade para com os próprios filhos.
Em uma família em que tanto o homem quanto a mulher trabalham fora de casa, quem toma conta das crianças quando voltam do trabalho? Quem prepara a comida? Se o horário laboral nos impede de comparar a questão da comida, pensemos quem cozinha nos finais de semana? Quem varre a casa, quem passsa e lava a roupa, mesmo hoje tendo-se a facilidade de uma máquina que lava e seca as roupas? Existem exceções, é claro, mas na maioria dos casos a mulher sofre esse tipo de exploração e até mesmo pior.
Muitas vezes a mulher além dessas explorações já citadas, chega a ser quase uma escrava sexual, onde acha-se que devem as mulheres ter a obrigação de dar prazer aos seus homens, mesmo não estando com vontade de fazer sexo. Em ocasiões como essas a mulher geralmente é obrigada a ceder e entregar-se totalmente ao seu homem. Em outras ocasiões, por motivos que nunca se justificarão, a mulher chega a ser espancada, o que já chega a ultrapassar o limite da exploração e do desrespeito.
No entanto a mulher sofre esses tipos de agressão, sejam físicas, verbais, mentais, morais, e o mundo não se dá conta disso. Até quando seguiremos calados diante da violência que sofre a mulher? Será que a maioria dos homens não reconhece o outro sexo como a versão feminina de si mesmo? Será que a maioria dos homens não reconhece a mulher como um ser humano tanto quanto eles mesmos?
A sociedade como um todo vê a mulher como um ser inferior. O Código Comercial Brasileiro - criado em 25 de junho de 1850 e substituído pelo Código Civil brasileiro promulgado em 10 de janeiro 2002 - dizia em seu artigo 4 que "As mulheres casadas maiores de 18 (dezoito) anos, com autorização de seus maridos para poderem comerciar em seu próprio nome, provada por escritura pública. As que se acharem separadas da coabitação dos maridos por sentença de divórcio perpétuo, não precisam da sua autorização." Podemos aceitar, com um certo incômodo, que em meados do século XIX se impusesse tal submissão à mulher, mas que apenas no século XXI tenha sido corrigido esse erro, é inaceitável.
O mundo ainda é - infelizmente - o mundo dos homens: sociedades com comportamento machistas com instituições igualmente machistas onde as melhores oportunidades - tanto de cargos quanto de salários - aparecem para os homens, demonstrando grande preconceito. E apesar de todo esse quadro desfavorável, a mulher vem conquistando o seu espaço. Ainda não vivemos de maneira igual no mundo dos dois sexos, e se por um lado reconhecemos que já avançou bastante, por outro temos que admitir que ainda falta muito por avançar.
Apesar de todo o preconceito, a mulher vem conquistando espaço na sociedade, uma sociedade machista. E quem detém algum tipo de poder, não o entrega por bondade. A mulher, vem hoje ocupando espaços de destaque, não porque o homem lhe cedeu esses lugares, mas vêm conquistando-os por seus próprios méritos.
Não se trata de ocuparem cargos que os desempenham tão bem que ninguém percebe que estão sendo desempenhados por mulheres. Esse pensamento é muito machista. Trata-se definitivamente de desempenharem suas funções com as características e realidades peculiares às mulheres, sem que essas características ou peculiaridades atrapalhem o seu desempenho. Essa tem sido a marca registrada das mulheres que estão avançando e ocupando seus espaços.
E de salto alto!







5 comentários
Excelente artigo, mas...eu sei sim o que dizer.
Bem, se as mulheres quando conseguirem quilibrar essa balança injusta, marcadas que estão há milênios pelas agressões masculinas, não fazerem eco a essas agressões, não repetirem as mesmas tiranias, por questão de trauma coletivo...
Aí sim o mundo estará bem melhor, um poco menos próximo do fim...
Espero que as mulheres consigam mesmo adoçar o amargor do homem espalhado pelo mundo!!
BJs!!
Essa discriminação calada é de facto arrepiante. Pior do que calada ela é consentida por muitas e muitas mulheres. Pior do que consentida ela é tratada como "natural". Com isto não pretendo de algum modo "culpar" as mulheres. Esta mentalidade é fruto de séculos e séculos de uma cultura patriarcal e machista.
As mudanças são lentas e a relutância dos homens em "aprender" é muito grande. Eles têm medo de perder "direitos" adquiridos pela educação. O direito de ser "chefe de família", o direito de usar a esposa como empregada e em muitos casos como prostituta.
Excelente tema!
Abraços
Luísa
É como vc diz, é uma exploração cotidiana e silenciosa. E a violência contra a mulher, não se resume a estupros, a exploração familiar, a espancamentos, a desigualdade de oportunidades de trabalho, a desigualdade salarial, a agressão verbal, a intimidação, etc., mas a tudo isso junto.
Por que tomamos conhecimento de diversos casos em que a mulher sofre assédio sexual no trabalho e o homem nunca é assediado?
No mundo no qual vivo nada disso ocorre. Aqui em casa só eu trabalho e isto não impede que eu participe das tarefas domésticas e que minha mulher participe das decisões importantes. Só que o mérito não é meu, é dela. As coisas dependem mais da própria mulher, que deve receber educação para se impor e não admitir violência, do que do homem que saberá se adaptar ou ficará sozinho.
A questão é mais cultural e um pouco financeira, pois é mais fácil a mulher admitir a violência quando está "bem casada" com alguém com poder financeiro suficiente para comprar sua dignidade, o que a aproxima da prostituição.
A mulher tem que que ser educada de forma a não temer nem se deixar influenciar por conversa mole - reagir e tomar atitudes sempre. E procurar conhecer bem seus parceiros antes.
Desejo que neste Natal...
Antes de você perceber Jesus nas luzinhas que piscam pela cidade, você O encontre primeiramente em seu coração.
E, à frente de qualquer palavra que expresse seu desejo de um feliz Natal, O encontre em suas ações.
Que você O encontre não só na alegria que sente ao sair das lojas com presentes para as pessoas que você ama, mas também na feição triste da criança abandonada nas ruas, na qual muitas vezes você esbarra apressadamente.
Que você encontre Jesus no momento em que pegar nas mãozinhas delicadas de seu filho, lembrando-se das mãozinhas pedintes, quase sempre sujas de calçada, que só sabem o que significa rudeza.
Que você O encontre no abraço de um amigo, lembrando-se dos tantos que só têm a solidão como companheira.
Que você O encontre na feição do idoso da sua família, lembrando-se daqueles que tanto deram de si a alguém,
e hoje são esquecidos até pela sociedade.
Que você O encontre na lembrança suave e sempre viva
daquela pessoa querida que já não está mais fisicamente ao seu lado, lembrando-se daqueles que já nem se recordam mais quem foram, enfraquecidos pelo vazio de suas vidas.
Que você encontre Jesus na bênção de sua mesa farta
e no aconchego de sua família, lembrando-se daqueles
que mal alimentam-se do pão e sequer um lar têm.
Que você O encontre não apenas no presente que troca,
mas principalmente na vida que Ele lhe deu como presente.
Que você lembre-se, então, de agradecer por ser uma pessoa privilegiada em meio a um mundo tão contraditório!
Que você também encontre Jesus à meia- noite do dia 31 e sinta o mistério grandioso da vida, que renasce junto com cada ano.
Então festeje...festeje o ano que acabou não apenas como dias que se passaram, e sim como mais um trecho percorrido na estrada da sua vida!
Festeje a alegria que lhe extasiou e a dor que lhe fez crescer!
Festeje pelo bem que foi capaz de fazer
e pelo mal que foi capaz de superar!
Festeje o prazer de cada conquista
e o aprendizado de cada derrota!
Festeje por estar aqui!
Festeje a esperança no ano que se inicia, no amanhã!
Festeje a vida!
Abra os braços do coração para receber
os sonhos e expectativas do ano novo.
Rodopie...jogue fora o medo, sinta a vida!...
Sonhe, busque, espere... ame e reame!
Deixe sua alma voar alto...pegar carona com os fogos coloridos.
Mentalize seus desejos mais íntimos e acredite: eles também chegarão ao céu.
Irão se misturar às estrelas, irão penetrar no Universo
e voltarão cheios de energia para tornarem-se reais.
Basta você querer de verdade, ter fé e nunca, NUNCA desistir deles!
E que seu ano seja, então, plenificado de bênçãos e realizações.
Postar um comentário